Carreira de corretor de imóveis está em alta

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Só em 2012, 3 mil pessoas se credenciaram Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Sul


Aos 53 anos e mais de três décadas após ingressar no mercado de trabalho, Rosane Reis encontrou a sua vocação como corretora de imóveis. Assim como ela, cerca de 3 mil pessoas se credenciaram no Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Rio Grande do Sul (Creci-RS) em 2012 e buscam na autonomia da profissão o caminho para a realização profissional e financeira.

"Após 15 anos em uma empresa privada, fui demitida em 2009 e fiquei sem perspectivas. Foi quando, em 2011, um amigo me convidou para conhecer a profissão e me apaixonei", resume Rosane.


Mais da metade dos novos corretores de imóveis (62% do total nacional) é formada por profissionais provenientes de diferentes áreas de atuação, afirma Flávio Koch, presidente do Creci-RS. Entre as razões para essa migração estão as remunerações iniciais atrativas (que podem variar de R$ 5 mil a R$ 10 mil), a flexibilidade de horários e a boa oferta de oportunidades. Em 2012, o conselho registrou quase 300 novas empresas.

"A partir de cada negócio aberto, surgem inúmeras vagas. E tem mercado para esse pessoal, principalmente para quem reúne as habilidades fundamentais para essa atividade, como qualificação técnica, boa comunicação, entendimento do produto e da sua área de atuação, além de conhecimentos das práticas e dos sistemas de cada instituição financeira", destaca Flávio Koch.

Para se dar bem na profissão, é necessário ter a veia de vendedor e disponibilidade de trabalhar muito, "de domingo a domingo", enfatiza Alexandre Spolavori, diretor de vendas da Guarida Imóveis:

"Cliente não tem hora para ligar e pedir uma informação, o corretor precisa estar disponível. Além disso, ele tem de ter sensibilidade, pois se trata de uma transação que envolve um dinheiro que, às vezes, a pessoa economizou a vida inteira."

Mas não basta saber vender e ter vontade de fechar um bom negócio para se dar bem na profissão, afirma Sidney Fontoura Gomes, presidente do Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado (Sindimóveis-RS). Com um capítulo único no Código Civil, a corretagem exige responsabilidade. Portanto, a qualificação é uma exigência para ingressar e para permanecer na carreira.

"Todo esse movimento, essa demanda reprimida, levou o sindicato a fundar a Unimóveis. Os 14 cursos que oferecemos englobam as necessidades do mercado, como contratos, registros em corporações, administração de imóveis matemática financeira e outros. Todas essas capacitações são importantes e diferenciam o profissional", salienta Gomes.

Como se tornar um corretor

1º passo
Frequentar curso de técnico em transações imobiliárias (TTI) ou cursos superiores sequenciais e tecnológicos de ciências imobiliárias ou de gestão de negócios imobiliários.

2º passo
Na frequência do curso, o aluno deverá requerer ao Creci-RS o registro de estágio, obrigatório para a obtenção do diploma e posterior registro profissional definitivo. O interessado deverá entrar em contato com a secretaria administrativa do conselho e obter as informações sobre a documentação necessária e as taxas a serem pagas.

3º passo
Concluído o curso e obtido o diploma, o interessado deve fazer o registro da inscrição definitiva. Antes de ser referendado pelo plenário do conselho, o processo de inscrição é submetido à análise de uma comissão, que poderá ou não solicitar informações ou documentos adicionais, antes de elaborar o seu parecer. Em condições normais, a tramitação, desde o protocolo do requerimento até a solenidade de entrega da carteira profissional, varia de 30 a 90 dias.



Fonte: Penseimoveis